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O século XX, que já se foi, pode ser caracterizado como a era do petróleo. Não só por ser o combustível que alimenta o principal meio de transporte da humanidade, como também por toda a sua vasta gama de produtos incorporados na nossa vida diária — do computador à mangueira de gás do fogão.

Mas o petróleo está na berlinda. É o algoz implacável de nossos males — a ele é atribuído algumas de nossas principais angústias, da poluição às tempestades e cataclismos.

O fato é que, embora o petróleo seja ainda fundamental, está dando lugar para outro líquido, ainda mais importante: a cerveja.

Essa semana divulgou-se que a Ambev, fabricante de praticamente toda a cerveja consumida aqui e na América Latina, ultrapassou a Petrobrás no ranking brasileiro das marcas mais valiosas. Passou a valer R$ 248,7 bilhões contra os R$ 247,2 bilhões da Petrobras. No ano passado, foi a terceira do ranking e esse ano teve um crescimento de R$ 61,1 bilhões.

Claro que essas variações dependem de outros fatores, inclusive as tendências do mercado de ações. Mas, seja como for, cerveja tem um valor de fazer frente ao petróleo. E esse não deve ser um fato surpreendente.

Afinal, bebe-se cerveja em todo lugar do mundo. E em quantidades enormes. Além disso, cerveja significa diversão, compartilhamento, alienação, droga. Petróleo tem significados mais próximos a trabalho, obrigações, produção, dinheiro, poder.

Acho que diante desses fatos, só nos resta mesmo tomar uma.