no-money

O ano do brasileiro começa agora, 31 de maio. Até então, tudo o que nós fizemos, em termos de trabalho e, claro, de remuneração, não conta.

Aliás, conta sim, mas para o governo. Segundo cálculos do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), trabalhador brasileiro terá, este ano, pagar em impostos o equivalente a 150 dias de trabalho, período que corresponde de 1º de janeiro até 30 de maio. Nesses 150 dias estão incluídos tudo que o cidadão paga, não só os impostos, mas também taxas e contribuições obrigatórias.— que vão desde o Imposto de Renda e ISS até IPVA e IPTU, passando por contribuições sindicais, taxas de limpeza publica e emissão de documentos. Segundo o IBPT, os impostos brasileiros só é ultrapassado, em dias trabalhados, pela Suécia (185 dias). Países como México (91 dias), Chile (92 dias), Argentina (97 dias), Estados Unidos (102 dias), Espanha (137 dias) e França (149 dias) têm carga tributária menor que a do brasileiro.

A questão não se resume apenas a esse aspecto. Também assusta o fato de que a quantidade de dias necessárias para pagar os impostos vem subindo aqui no Brasil. . Na década de 70, por exemplo, em média, foram necessários 76 dias trabalhados por ano somente para pagar tributos, ou dois meses e 16 dias. Na década de 80, a média subiu para 77 dias (dois meses e 17 dias) e, na década de 90, para 102 dias (três meses e 12 dias).

No novo milênio, a porcentagem dos ganhos do trabalhador também tem aumentado de maneira significativa. Em 2003, a média foi de 36,98%, que vem aumentando gradualmente até chegar no número deste ano, 41%.