neymar_poucaspalavras

É bom lembrar que a escola de futebol super vitoriosa da Espanha tem suas raízes no futebol brasileiro.  Aquele estilo, chamado futebol-arte, baseado  no toque de bola, nas tabelinhas e na precisão dos passes, fez com que a seleção brasileira ganhasse a maioria dos títulos internacionais e obtivesse a notoriedade que hoje usufrui.

A Espanha aperfeiçoou essa escola. Desenvolveu novos conceitos técnicos sobre seus princípios para chegar num futebol exemplar — tais como posse de bola, marcação sob pressão no ataque e jogo em infiltrações.

Revolucionou o futebol e, mesmo que tenha perdido do mestre, é ainda uma referência de futebol de qualidade, embora não seja mais a única.

A Copa das Confederações serviu para isso — para mostrar que a escola da Espanha e, na verdade, do Brasil, ainda é competitiva e vitoriosa. Mas a Copa também serviu para consolidar o time brasileiro e a situação de alguns jogadores.

Depois do torneio, ficou evidente que o Felipão definiu três posições que ainda estavam abertas. Fred, Paulinho e Marcelo agora são titulares absolutos e devem manter essa condição até o fim da Copa do Mundo, o que praticamente define o time titular  — se Luís Gustavo também consolidar sua posição. Também parece definida a situação de Lucas, antes tido como um reserva de luxo, prestes a ser titular a qualquer  momento. Já não é mais. Hernanes, Bernadr e Jô tomaram-lhe essa situação passando eles a serem os reservas de luxo.

Finalmente a Copa das Conferações acabou, de uma vez por todas, qualquer dúvida que ainda pudesse existir em relação a Neymar: ele é o craque e a referência do time e já não argumentos para se contestar essa verdade.

Ser campeão da torneio pode não valer tanto, mas pelo menos serve para tornar mais claras algumas questões obscuras do futebol.