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Depois de uma novela que já dura cinco meses, tudo indica que os corintianos remanescentes na prisão boliviana finalmente serão soltos. O motivo está longe das tramitações da Justiça em busca de elucidar o caso e punir os eventuais culpados pela morte do garoto Kevin Espada. Na verdade, o assunto se resumiu a dinheiro: o Corinthians chegou a um acordo com os pais do torcedor boliviano  que, pela quantia de 120 mil reais, retiraram a queixa contra os cinco corintianos que ainda permaneciam presos.

A negociação envolveu não só o clube e a família de Kevin, mas também um rede de interessados, incluindo representantes do Ministério da Justiça do Brasil, que teve papel fundamental no acordo.

Inicialmente, o advogado da família de Kevin Espada pediu 250 mil dólares, quase 600 mil reais, quando ainda havia 12 corintianos detidos. Em junho, sete deles foram soltos e a quantia foi considerada abusiva.

Na verdade, tudo indica que a Justiça boliviana ficou sem recursos para, de fato, levar o caso a julgamento e conseguir provar a culpa de alguns deles. Graças às leis do País, foi possível mantê-los presos por todo esse tempo sem que fossem julgados.

A questão, que começou com uma abordagem futebolística, passou a ser puramente técnica. A verdade é que a busca por uma punição aos supostos culpados tornou-se vazia, já que afastou-se completamente das possíveis implicações que o Corinthians poderia ter no caso. Mesmo assim, o acordo foi pago pelo clube.

No fim da história, não haverá culpados. A única punição terá sido ao Corinthians, que não só arcou com o prejuízo financeiro, mas também jogou com o estádio vazio e não teve a cota de torcedores visitantes em jogos em que não foi mandante. O San José, que deveria ser responsabilizado pela segurança do estádio, não teve punição nenhuma.