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Entre todos os mistérios que a mulher guarda em relação ao homem (e talvez em relação a si mesma), está um que vai muito além das questões emocionais e afetivas. É o ponto G — essa mítica fonte de prazer feminino cuja existência nunca foi de fato comprovada e nem negada.

O que poucos sabem é que o homem também tem um “ponto G”. Ou seja, um local físico no corpo masculino capaz de produzir o ápice do prazer sexual.

Esse ponto, no entanto, não é assim tão misterioso e está longe de ser classificado como mítico. É a próstata, cuja função é produzir e armazenar o fluído seminal que, junto com os espermatozóides, constitui o sêmen — aquilo que o homem expele quando atinge o orgasmo.

O problema de estimular a próstata e obter esse tal de “ápice do prazer masculino” é previsível. E os leitores homens já devem estar torcendo o nariz diante da perspectiva de utilizar esse recurso.

Sim, porque só há um jeito de estimular a próstata — apenas uma via de acesso, uma entrada sombria que desafia milênios de cultura masculina, de preconceitos e, por que não?, de dificuldades físicas: o ânus.

Ainda que esse estímulos seja feito por uma bela mulher, usando a graciosidade de seu dedo e num ambiente de franca sensualidade heterossexual, convenhamos, não é nada fácil encarar esses procedimentos. Já é bem difícil quando se trata de um médico com a finalidade exclusiva de fazer um exame preventivo mais do que necessário.

Os homens mais liberais ou aqueles que navegam com a mesma facilidade pelos universos homossexuais e heterossexuais certamente já fizeram incursões bem sucedidas por esse campo do prazer. Sorte deles.

Nas cartilhas dos sexólogos de plantão é possível encontrar orientações detalhadas de como o homem deve se portar, caso queira fazer a experiência, e de como a mulher deve agir. Explica-se assim a melhor posição, a maneira de não sentir tanta dor e os movimentos exatos que devem ser feitos uma vez atingida, com o dedo, a área em questão.

O prazer sexual permite uma combinação variadíssima de fatores estimulantes. Começa na fantasia e vai até a ação mecânica, percorrendo uma ampla gama de recursos. Se você é um “sexólatra” — um profundo admirador do sexo, em todas as suas possibilidades — não vai deixar passar em branco esse recurso. Se você gosta de desafios, acha bacana experimentar de tudo com sua parceira, está disposto a enfrentar seus preconceitos, e nunca tentou seu “ponto G”, deve estar agora esfregando as mãos de satisfação diante de mais uma fonte de prazer.

Bom proveito.