brasileiros-no-exterior

 

O turismo está bombando em todo o mundo. Trata-se de uma das indústrias mais vigorosas e prósperas do planeta e consolida-se, para muitos países, como uma fonte de recursos fundamental para a economia. Segundo a Organização Mundial de Turismo, cerca de 1 bilhão de pessoas viajam, por ano, pelo mundo, constituindo uma arrecadação de 5 trilhões de dólares. E esses números vêm crescendo a cada ano.

Aqui no Brasil, não é diferente. Na verdade, nunca se viajou tanto, interna e externamente, como agora. Em 2011, foi batido o recorde: 60 milhões de brasileiros viajaram pelo país. Cerca de um terço da população. No exterior, os brazucas gastaram algo em torno de 20 bilhões de dólares e nesse exato momento há um enorme contingente de nossos conterrâneos fazendo uma grande farra nos principais destinos turísticos do mundo e até nos secundários.

Fora do Brasil, é possível encontrar levas de braseiros por todos os cantos. Uma nova classe de turistas nacionais vem abarrotando os voos para a Europa, principalmente, mas também para outros destinos improváveis, como Turquia, Tailândia, Havaí e Panamá. Há, inclusive, carência de profissionais de turismo com domínio do português para atender essa nova demanda.

Mas o brasileiro turista não é um exemplo digno. A verdade é que boa parte deles querem mesmo é fazer compras. Podem estar no mais interessante dos ambientes, no centro de uma cultura completamente diferente, com acesso a informações históricas, geográficas, religiosas, culturais — mas não veem a hora de ir para os mercados. Além disso, dificilmente sabem falar outro idioma e, apesar de toda a simpatia e graça que oferecem, chegam muitas vezes a chocar outros turistas falando e rindo alto. É um jeito de ser brasileiro capaz de, ao mesmo tempo, encantar e revoltar. Mas ainda é de se lamentar que muitos não utilizam essa oportunidade para ganhar qualidade na maneira de ver e entender o planeta. Ao contrário, quando não estão comprando, conhecem os lugares turísticos através das lentes de máquinas fotográficas e confundem as cidades que visitam, porque adquirem excursões curtas que incluem três, quatro e até mais países.