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Os turistas que vão à Copa do Mundo terão experiências nem sempre agradáveis. O Brasil é um país de dimensões continentais e, para se deslocar entre as 12 cidades que sediarão os jogos, os torcedores terão que fazer muitos voos. E os aeroporto do país apresentam falhas estruturais enormes tornando-se uma das principais preocupações da Fifa.

O governo brasileiro investiu cerca de 2 bilhões de dólares na reforma de 25 aeroportos, mas muitas obras estão atrasadas e, durante a Copa do Mundo, alguns dos aeroportos adotarão soluções provisórias para receber os turistas. O novo terminal do aeroporto de Fortaleza, por exemplo, está sendo construído com lona, com um custo de 2 milhões de dólares.

A qualidade dos aeroportos não se restringe apenas a novos terminais e equipamentos. Mas também à qualidade do serviço oferecido.

Um problema geral dos aeroportos brasileiros é o idioma. A sinalização para banheiros, recolhimento de bagagem e reclamações, por exemplo, nem sempre está em inglês e há muitos funcionários dos aeroportos que não falam outro idioma além do português. Empresas de táxis e locadoras de carro geralmente não têm atendentes que falam inglês, como é comum nos aeroportos internacionais.

Em pesquisa realizada pela Secretaria de Aviação Civil, as principais reclamações dos passageiros foram relacionadas ao preço da alimentação nos restaurantes dos aeroportos, que chega ao triplo da média. Também foi considerado ruim a demora na devolução das bagagens e as filas na imigração. No entanto, há aspectos positivos: como a segurança e a simpatia dos funcionários, muito elogiadas pelos usuários.

O que não merece elogios é a acessibilidade aos deficientes físicos nos aeroportos. Apenas o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, tem ambulift, equipamento que permite o embarque de cadeirantes. Nos balcões de informação faltam atendentes qualificados e material adequado para informar deficientes físicos, como funcionários que saibam libras e informativos em braile. E áreas de serviço com restaurantes e lojas normalmente não possuem acesso para cadeira de rodas. Segundo a deputada Rosinha de Adefal, que é deficiente físico, além da falta de equipamentos, há problemas ainda mais graves: “os funcionários não estão preparados para atender deficientes. Somos vistos como um problema que deve ser resolvido rapidamente para não provocar constrangimento nos outros passageiros”.

A reforma dos aeroportos já é um problema antigo no Brasil. Devido ao aquecimento da economia, houve um grande aumento de passageiros nos voos internos. O planejamento de 2005 previa que, na época da Copa do Mundo, haveria uma demanda de 180 milhões de vôos no país. Esse número foi alcançado em 2011.