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Os meteoros circulam pelo espaço desde sempre. Mas foi preciso que surgisse vida “inteligente” na terra para entender o que significam.  Veja só o que a “inteligência” humana foi capaz de fazer sobre esse assunto.

1- Terminologia

Há uma sofisticada hierarquia de nomes para definir o evento. Meteoróide é a pedra que está navegando no espaço, mas não chega à Terra. Meteoro é a pedra que entrou na atmosfera, mas, antes de atingir o solo, explode, incendeia, some — em outras palavras, são as populares estrelas cadentes. E finalmente a pedra, ou os restos dela, que atinge o solo, esta sim pode receber o augusto nome de meteorito.  Ainda não se sabe o nome que deve ser dado à pedra russa. Os cientistas estão, no momento, reunidos para tomar essa decisão, mas o mais provável é que acabem concordando que a tal pedra mereça todos os três nomes. Um nobre colega lembra que talvez seja necessário ter um quarto nome para a pedra, caso ela se choque com um prédio ou algo assim e por lá fique, sem atingir o solo.

2- Repercussões

Apesar de cair cerca de 25 milhões de meteoritos por dia na Terra (muitos, claro, minúsculos), a inteligência humana atribui a eles, num esperto exercício de imaginação, alguns fatos, como, por exemplo, a extinção dos dinossauros, a invasão dos extraterrestres e o fim de Atlântida. Alguns, mais imaginativos ainda, insistem com a ideia de que os meteoritos são manifestações divinas, provavelmente de desagrado com nossos pecados. E há aqueles, claro, que atribuem aos meteoritos a mensagem de um iminente fim do mundo.

3- Vítimas

O número real de “vítimas” do tal meteorito russo não é maior do que 22, todas com ferimentos leves, e apenas duas precisaram de cuidados hospitalares. Mas a inteligência, digo, histeria, humana anda divulgando que há “milhares” de vítimas da pedra russa. Imaginam, talvez, que pedaços do meteorito tenham caído em toda a população de alguma cidade russa.  Na verdade, o maior estrago foi provocado pela quebra de vidros devido ao barulho da explosão. É o que chamam de explosão sônica, porque a pedra quebra a barreira do som ao penetrar na atmosfera.