Quando Temer chama os russos de “soviéticos” e o rei norueguês de “rei da Suécia” e nem se abala com isso, ele está sendo “sem vergonha”, ou seja, não tem vergonha da gafe que cometeu. Vergonha, no caso, é um substantivo comum que se associa à preposição “sem”

Mas quando Temer vai à televisão e tem um surto de indignidade por mais de 30 minutos, cercado de um grupo de pessoas com expressões constrangidas, na tentativa de impor argumentos de defesa contra fatos criminosos incontestáveis, ele está sendo “sem-vergonha”, um adjetivo composto que , na nossa cultura, remete ao significado de indigno, descarado, mentiroso.

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